STOP Violence against Women NOW!


O que o amor uniu a agressão separa

Dia dezessete (17) de novembro de dois mil e onze (2011) foi celebrada a união entre dois estudantes do colégio estadual Anastácia Kruk, Candói-PR.  Todos os estudantes, professores e funcionários foram convidados para testemunhar o juramento diante de uma ‘Madre’. A primeira união pela igreja católica celebrada por uma mulher.

Os convidados se acomodaram em cadeiras escolares ornamentadas pelos estudantes do segundo ano do Ensino Médio, o som foi instalado, os notebooks e a caixa de som. Todos em seus lugares. A ansiedade e felicidade dos noivos eram visíveis, diante deles havia uma cortina branca e os convidados que os separavam do grande momento de eterna felicidade para uma vida de dedicação um ao outro.

Passaram-se os anos. O casal unido dentro da escola vive um drama conjugal grave e comum. O marido passou a beber com freqüência, a esposa dedicada aos dois filhos passou a ser agredida verbalmente, o pior ainda estava por vir. Numa tardezinha de primavera o marido demorou voltar para casa, a esposa estava angustiada, aguardando a chegada do companheiro com o jantar atrasado, com as crianças limpas, vestidas e a casa organizada. Aquele que jurou amor, carinho, respeito, confiança na alegria e na tristeza diante dos amigos e familiares chegou cambaleando, mal conseguindo manter-se em pé diante das crianças e esposa:

             “O que aconteceu com você? Onde cê tava?”

            “Não interessa muié!! Onde tá a janta?!?”

            “Tá no fogo. Vai demorá um pouquinho.”

Ele explodiu verbalmente com palavras ofensivas, partiu para cima das crianças furioso, tentou agredi-los, a mãe assustada tenta defender as crianças se esquecendo de si. Ela é fraca fisicamente, não o venceria. Entre as crianças, que choravam convulsivamente, e o marido metamorfoseado em um estranho abominável, agarra a mãe-companheira-trabalhadora pelo pescoço. Os dois lutam. Ele a derruba no chão e chuta as suas pernas e barriga. Ele sai.

As amigas do tempo de escola chegam. Ela estava destruída, as crianças estavam preocupadas, choravam sem parar. Mais tarde o marido chega novamente, agride as visitantes reunidas em uma pequenina sala. A quebradeira se inicia novamente. Uma das amigas escapa do agressor e chama a polícia. A polícia chega e evita o pior, a morte.

É muito triste, mas a agressão intrafamiliar contra a mulher ocorre frequentemente nos lares brasileiros, sem preconceitos, o agressor está escondido atrás de um status social, seja com ou sem educação formal, para ferir a alma de uma mulher. Desprotegidas, isoladas muitas vezes entre quatro paredes preferem o medo e o silêncio. Assim foi o início da apresentação sobre o drama sofrido pelas mulheres em casa por seus companheiros.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que mais de 70% das mulheres em todo o mundo sofrem algum tipo de violência de gênero ao longo da vida. A estimativa é que uma em cada cinco mulheres seja vítima de estupro ou de tentativa de estupro. Mulheres com idade entre 15 e 44 anos apresentam maior risco de sofrer violência sexual e doméstica do que de serem vítimas de câncer, acidentes de carro ou malária.

fonte: brasil.gov.br

De acordo com a Lei 11.340, conhecida também como Maria da Penha, que tem a finalidade de criar “mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher” define que “violência doméstica e familiar contra a mulher” é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.”

No artigo segundo diz que “toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.”

A recepção do público ao teatro intercalado com a abordagem do tema Stop Violence against Women NOW foi significativa. “A nossa apresentação sobre violência doméstica ficou muito show, todo mundo elogiou e se surpreenderam com o desfecho da história. Claro que todo mundo também se impressionou com a cena da agressão e com a cadeira quebrada. Várias pessoas vieram conversar comigo depois disso e algumas até se emocionaram, nossos atores, figurino e o cenário da apresentação também ganharam destaque na noite de quinta, quando alguns alunos do 1º e 3º ano nos parabenizaram pela organização, competência e pela capacidade de fazer com que tudo parecesse real”.

Projetos pedagógicos que vão além da combinação carteira, cadeira, quadro, explanação e livro didático são capazes de envolver os estudantes do falante ao mais tímido para discutir problemas sociais vivenciados fora e dentro da escola pelos melhores agentes, os educandos. Neste sentido, “creio que o ensino em escolas públicas ficaria muito melhor se outros professores apoiassem projetos diferentes. O nosso não envolveu a turma só pelo fato de ganhar nota e sim pela diversão que traz, além do prazer de receber um elogio pelo trabalho bem feito!” Daniel, estudante do segundo ano.

Vídeos

Crédito dos vídeos feitos por celular é de Débora, aluna do primeiro ano B.

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2 comentários sobre “STOP Violence against Women NOW!

  1. Somos o máximo!!! Aplausos para nós!!!
    uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!

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