Ciência sem fronteiras: a situação vergonhosa do ensino de línguas estrangeiras no Brasil


O programa do governo federal busca focar na inovação para garantir o crescimento do país ofertando formação no exterior de graduação e pós-graduação.

Infelizmente, a qualidade do ensino da Educação Básica não é boa, então novamente se repete no Brasil o mesmo problema, o conhecimento vai continuar elitizado. Diga-se, os melhores alunos brasileiros, de acordo com o PISA, são os piores do mundo em habilidades básicas como linguagem e matemática.

Um dos enormes desafios para o sucesso do programa é a baixíssima competência linguística na Língua Estrangeira do estudante brasileiro. O Brasil parou de qualificar bons professores em Línguas Estrangeiras a séculos, tem poucos recursos nas escolas públicas para a correção da deficiência.

Os cursos universitários são uma vergonha nacional, simplesmente pela distância caótica das instituições de ensino superior e as demandas da sociedade. Há um buraco negro entre Universidade e Escola Pública de Base.

As universidades carentes de competência têm que buscar fora de país formação, para garantir a perpetuação do elitismo doentil também visível no programa.

A oferta de Língua Estrangeira no Brasil é de péssima qualidade e geralmente, com raras excessões, as escolas públicas têm duas aulas por semana de cinquenta minutos cada, de Inglês ou Espanhol, durante um ano letivo de duzentos dias letivos. Contrata-se o professor sem testar sua competência no idioma estrangeiro.

Além disso, vemos  a situação vergonhosa por causa dos desentendimentos de muitas secretarias estaduais no sentido compreender quão essencial para o desenvolvimento de um país uma Língua Estrangeira pode ter na formação das pessoas.

O mais lamentável é o entendimento na oferta de Espanhol no Ensino Fundamental e Língua Inglesa na Escola  ‘F’ e, na mesma cidade, a escola ‘D’ oferece Espanhol no Ensino Médio e Língua Inglesa no Ensino Fundamental.

A confusão começa quando o aluno da escola ‘F’ muda de endereço dentro do mesmo município. Porque terá aprendido Espanhol até sétimo ano e Inglês no oitavo e nono anos na escola ‘D’. Qualidade? Continuação? São sonhos apenas.

Certas escolas oferecem o curso em centro de Línguas dentro da Escola, mas no contraturno. No interior do Brasil, muitas crianças e adolescentes percorrem distâncias enormes para receber uma educação pouco facilitadora do desenvolvimento pessoal e comunitário.

Mas se o governo não está interessado em nem mesmo resolver a situação caótica da educação em cidades de médio e grande porte. Imagine se vão fazer alguma coisa pelos brasileirinhos de cidades de até cinquenta mil habitantes. Língua Estrangeira? Só no imaginário idealista de politiqueiros ignorantes.

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