Diário de Classe e as várias Isadoras em defesa da escola pública


Isadora Faber é uma estudante de escola pública de Santa Catarina que decepcionada com o descaso das autoridades pela estrutura física de sua escola resolveu sozinha criar uma página no Facebook onde denuncia a precariedade das instalações da escola pública onde estuda. Nas palavras dela na página seu interesse era promover o melhor para ela e seus colegas. Estamos falando de uma menina de treze anos.

A inspiração de Isadora foi retirada da iniciativa de uma inglesinha de nove anos que resolveu nas redes sociais mostrar a péssima qualidade do lanche servido às crianças na escola.

Se a ideia colar, em breve, teremos muitas Isadoras pelo Brasil fazendo o mesmo. Ela disse ao site da revista Veja que a mãe teria alertado para as possíveis represálias. Porque ela critica também as aulas das professoras. Tanto que em uma aula de português, a professora disse a turma que não era bom criticar as pessoas nas redes sociais. A diretora tentou fazer a menina desistir da página porque Isadora estava incomodando com a verdade possivelmente.

As redes sociais têm o poder de unir as pessoas em torno dos mesmos interesses. Neste caso, ter uma menina ativista em defesa da escola pública de qualidade para todos é de encher qualquer professor de orgulho, podemos perceber que não estamos sozinhos e nossos alunos são capazes de tomar alguma iniciativa para almejar o melhor a todos.

Muitas vezes, observamos nas escolas públicas pessoas desmotivadas para aprender e também para ensinar. Um ciclo viciante desencorajador. A televisão brasileira e jornais muitas vezes mostram os aspectos negativos de nossos adolescentes como se todos eles fossem infratores e alienados ao que lhes cerca.

Temos em nossas salas de aula muitas pessoas assim como Isadora Faber, cheias de ideias e vontade para cooperar com os professores, mas aos poucos vamos destruindo um por um. Às vezes, fazemos isso sem nem mesmo ter consciência do que estamos dizendo ou fazendo.

Recentemente uma menina me abordou na rua nervosa para mostrar uma carteira que encontrou perto de casa. Ela queria fazer o óbvio, devolver o que não era dela ao dono. Ela conseguiu devolver para o dono a carteira encontrada.

Parece que alguma coisa os pais e as escolas estão ensinando as nossas crianças e adolescentes. Seria interessante se nós adultos usássemos mais vezes esses bons exemplos com o próximo. A vida ficaria ridiculamente simples.

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