A zona rural concentra 66% do total de não leitores no País e as capitais, 22%


Os brasileiros não são fãs da leitura e isso não é nenhuma novidade. Alguém já se perguntou o porquê? Os maiores gênios da humanidade estão abandonados nas estantes basicamente pela ineficiência no ensino de crianças. Sabe-se desde os anos sessenta que os filhos de famílias com menor poder aquisitivo e possivelmente isoladas geograficamente enfrentarão no contexto escolar mais dificuldade para aprender a ler e escrever. Porém, não é fator limitador. A criança pode se desenvolver adequadamente no ambiente escolar mesmo advinda de família com menos instrução formal. Continuar lendo

Ciência sem fronteiras: a situação vergonhosa do ensino de línguas estrangeiras no Brasil


O programa do governo federal busca focar na inovação para garantir o crescimento do país ofertando formação no exterior de graduação e pós-graduação.

Infelizmente, a qualidade do ensino da Educação Básica não é boa, então novamente se repete no Brasil o mesmo problema, o conhecimento vai continuar elitizado. Diga-se, os melhores alunos brasileiros, de acordo com o PISA, são os piores do mundo em habilidades básicas como linguagem e matemática.

Um dos enormes desafios para o sucesso do programa é a baixíssima competência linguística na Língua Estrangeira do estudante brasileiro. O Brasil parou de qualificar bons professores em Línguas Estrangeiras a séculos, tem poucos recursos nas escolas públicas para a correção da deficiência.

Os cursos universitários são uma vergonha nacional, simplesmente pela distância caótica das instituições de ensino superior e as demandas da sociedade. Há um buraco negro entre Universidade e Escola Pública de Base.

As universidades carentes de competência têm que buscar fora de país formação, para garantir a perpetuação do elitismo doentil também visível no programa.

A oferta de Língua Estrangeira no Brasil é de péssima qualidade e geralmente, com raras excessões, as escolas públicas têm duas aulas por semana de cinquenta minutos cada, de Inglês ou Espanhol, durante um ano letivo de duzentos dias letivos. Contrata-se o professor sem testar sua competência no idioma estrangeiro.

Além disso, vemos  a situação vergonhosa por causa dos desentendimentos de muitas secretarias estaduais no sentido compreender quão essencial para o desenvolvimento de um país uma Língua Estrangeira pode ter na formação das pessoas.

O mais lamentável é o entendimento na oferta de Espanhol no Ensino Fundamental e Língua Inglesa na Escola  ‘F’ e, na mesma cidade, a escola ‘D’ oferece Espanhol no Ensino Médio e Língua Inglesa no Ensino Fundamental.

A confusão começa quando o aluno da escola ‘F’ muda de endereço dentro do mesmo município. Porque terá aprendido Espanhol até sétimo ano e Inglês no oitavo e nono anos na escola ‘D’. Qualidade? Continuação? São sonhos apenas.

Certas escolas oferecem o curso em centro de Línguas dentro da Escola, mas no contraturno. No interior do Brasil, muitas crianças e adolescentes percorrem distâncias enormes para receber uma educação pouco facilitadora do desenvolvimento pessoal e comunitário.

Mas se o governo não está interessado em nem mesmo resolver a situação caótica da educação em cidades de médio e grande porte. Imagine se vão fazer alguma coisa pelos brasileirinhos de cidades de até cinquenta mil habitantes. Língua Estrangeira? Só no imaginário idealista de politiqueiros ignorantes.

7 de Setembro Independência do Brasil, “Ordem e Progresso, ou Corrupção?”


O Grito do Ipiranga “Independência ou Morte!” libertou o Brasil politicamente de Portugal. Hoje estamos relativamente imunes as irresponsabilidades finaceiras de países desenvolvidos que sofrem claramente com a sua própria incapacidade de solucionar seus problemas econômicos. Impedindo o desenvolvimento de países como o Brasil.

Temos muito a comemorar? Temos, mas ainda temos muito o que fazer como disse a Querida Presidenta Dilma ontem à noite. Temos que resolver a Educação vergonhosa deste país para patamares adequados a grandeza de seu território e povo. Temos que enfrentar o desafio de oferecer Saúde de qualidade e gratuita ao povo brasileiro, a Segurança também é outro tema constante nas propostas políticas, mas muito pouco se tem feito para melhorar o gerenciamento dos recursos e ampliar os investimentos.

O Brasil investe muito pouco em Educação, mas em armamento o investimento é gigantesco. É a demonstração clara de que o país prefere armas à Educação de qualidade aos brasileirinhos. Tem economista que defende o gerenciamento, investimento e transparência dos recursos públicos em áreas importantes como o da infraestrutura e outras consideradas o pilar do desenvolvimento sustentável, como é o caso da Educação. Da mesma forma, a punição deve ser exemplar aos envolvidos em escândalos de corrupção. Os brasileiros estão cheios de tanta impunidade. Portanto, hoje é o dia de gritar juntos “Ordem e Progresso, ou Corrupção?”

No Rolls-Royce, a presidenta Dilma Rousseff acena para populares na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante abertura do desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Pátria. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Um país que tem rumo e sabe da grandeza do seu destino. Um país que, com o malfeito, não se acumplicia jamais. E que tem na defesa da moralidade, no combate à corrupção, uma ação permanente e inquebrantável. Um país que vem surpreendendo o mundo com seu progresso, mas que sabe que precisa avançar ainda mais. Sabe que precisa melhorar mais, não para mostrar ao mundo que temos valor, mas, para mostrar a nós mesmos que o maior valor que podemos alcançar é o de garantir a qualidade de vida de 190 milhões de brasileiros. Viva o Sete Setembro! Viva o Brasil! Viva o Povo Brasileiro!”

                                         Fonte:  Blog do Planalto

Por Que O Ensino Da Língua Inglesa Em Escola Pública Não Funciona?


No livro “Inglês em escolas públicas não funciona? Uma questão, múltiplos olhares” (2011) leva-nos a refletir a respeito dos desafios ainda a serem superados no ensino de Língua Inglesa nas Escolas Públicas do Brasil. Os autores a partir de uma narrativa de um estudante de Escola Pública de classe social menos favorecida e inicialmente desmotivado com a possibilidade de se aprender Inglês na Escola Pública, discutem e apresentam argumentos suficientes para desmistificar uma crença generalizada na Educação Básica a de que os estudantes não precisam falar a Língua Inglesa, nem mesmo escrever, basta apenas ler alguns gêneros textuais. Os motivos mostrados são a falta de preparo dos professores quando saem das universidades e faculdades, a culpabilização, os recursos didáticos disponíveis nas escolas, as crenças de alunos, pais e educadores.

No capítulo “Lugares (im)possíveis de se aprender inglês no Brasil: crenças sobre aprendizagem de inglês em uma narrativa” de Ana Maria Ferreira Barcelos (2011) nos convida a reescrever essas histórias. Segundo a autora, foi o que motivou a escrita deste texto, seria responder as perguntas de conclusão “Que outras histórias diferentes sobre a aprendizagem de línguas podemos contar? Por que não temos narrativas de aprendizes bem-sucedidos, narrativas de professores que fazem a diferença, de alunos que aprenderam inglês em Escola Pública?, e finalmente, de Escolas Públicas que fazem a diferença?” (BARCELOS, 2011). Continuar lendo