Ideias são concretizadas, funcionam, e desaparecem rapidamente


Segundo a professora Inglesa Patricia Ryan, muitas ideias novas para resolver problemas do nosso cotidiano surgem todos os dias. Elas surgem, funcionam e desaparecem antes que o mundo as conheça.

O desconhecimento de uma língua estrangeira pode prejudicar o compartilhamento de boas iniciativas e ideias atualmente. A Língua Inglesa não pode ser a única Língua a ser ensinada em escolas porque o conhecimento e as ideias não são produzidas apenas naquele idioma.

A União Europeia gastou no ano passado quase três trilhões de dólares em tradução no ano passado porque o grupo é composto de vinte e sete países com vinte e três idiomas diferentes. As traduções são feitas para o Inglês como Língua Franca.

A Língua Inglesa não é mais uma Língua Internacional ou Língua Estrangeira porque para vários especialistas ela se tornou uma Língua sem limites geográficos. Estamos reconstruindo a Torre de Babel.

Devemos estudar mais de Língua Estrangeira. Saber Inglês ou Espanhol é como saber o básico da Matemática. Essencial.

Os Meninos Estão Sendo Esquecidos Na Educação Pública Brasileira Quase de Qualidade


Diabetes Forecast

Nas salas de aula pode ser percebida uma realidade preocupante: as mulheres são maioria. A educação pública ainda não tem políticas claras de incentivo a leitura entre os meninos e nem aplica o Estatuto da Criança e o Adolescente rigorosamente para coibir a exploração do trabalho infanto-juvenil masculino no campo.

Esquecemos no letramento que meninos e meninas são diferentes em quase tudo. São idênticos apenas em direitos e deveres. Parece que estamos enfrentando um esquecimento grave.

Vivemos em uma sociedade que exige demais dos homens, espera-se que sejam capazes de sustentar a família, amáveis com as esposas, de participar da vida escolar dos filhos, ser um profissional competente, etc. E tempo?

Isto é, dedicar a vida aos outros, menos a si mesmo. Infelizmente se constrói também no imaginário popular a imagem de que o homem é um monstro capaz das piores atrocidades.

Estamos nos esquecendo que todos têm direito a Educação Pública de qualidade, mas, nas aulas de Língua Portuguesa ou Língua Estrangeira os professores se esquecem que os gostos literários são diferentes. Os interesses são diferentes.

Ninguém gosta do mesmo tipo de texto, da mesma forma que tem quem não goste de filmes de ação, terror, ou romance. Precisamos assistir uma vez para sabermos que não vamos mais perder tempo com “aquela bobagem”. O mesmo acontece com os livros e com os conteúdos escolares.

Mas você já ouviu alguém falar de resgate da dignidade da pessoa humana de sexo masculino no ambiente escolar ou fora dele?

Estamos Preparados para o Ensino da Língua Inglesa na Era Digital? o|


Tablet

Tecnologia. O que é isso? Acredito que todo mundo sabe que o homem desde do início de sua evolução inventou e reinventou utensílios para caça, pesca e projetos básicos de construção para sobreviver. Sabe-se que o homem domina os mares a muito tempo, não é algo recente como os tablets e não está ligado aos projetos expansionistas ou comerciais de grandes nações.

Associamos hoje a tecnologia a aparelhos eletrônicos que têm por finalidade facilitar o nosso dia-a-dia. São tempos da Era do Conhecimento ou da Era Digital. O conhecimento e as transformações acontecem a uma velocidade alardeante.

A mais ou menos uma semana, o Ministério da Educação disse através de seu ministro que serão licitados ainda este ano quase 70 milhões para comprar tablets posteriormente distribuidos as escolas públicas de todo o país. Da mesma maneira que fez com o projetor enviado a várias escolas, cada um deles custa aproximadamente mil e duzentos reais. É possivelmente o projetor mais completo que existe, pois pode ser conectado a Internet. Entre os componentes, há um teclado que facilita a visualização de arquivos que podem ser acessados por meio de pendrive.

Mas será que os professores das redes municipais e estaduais de ensino público estão preparados para o uso adequado dos equipamento visando a melhoria da qualidade do ensino nos estabelecimentos? Infelizmente não estão. A culpa não é deles, pois a Internet é um fenômeno de informação e comunicação recente. A certo tempo atrás o MEC não enviava nem mesmo livros didáticos as escolas. Continuar lendo

Por Que O Ensino Da Língua Inglesa Em Escola Pública Não Funciona?


No livro “Inglês em escolas públicas não funciona? Uma questão, múltiplos olhares” (2011) leva-nos a refletir a respeito dos desafios ainda a serem superados no ensino de Língua Inglesa nas Escolas Públicas do Brasil. Os autores a partir de uma narrativa de um estudante de Escola Pública de classe social menos favorecida e inicialmente desmotivado com a possibilidade de se aprender Inglês na Escola Pública, discutem e apresentam argumentos suficientes para desmistificar uma crença generalizada na Educação Básica a de que os estudantes não precisam falar a Língua Inglesa, nem mesmo escrever, basta apenas ler alguns gêneros textuais. Os motivos mostrados são a falta de preparo dos professores quando saem das universidades e faculdades, a culpabilização, os recursos didáticos disponíveis nas escolas, as crenças de alunos, pais e educadores.

No capítulo “Lugares (im)possíveis de se aprender inglês no Brasil: crenças sobre aprendizagem de inglês em uma narrativa” de Ana Maria Ferreira Barcelos (2011) nos convida a reescrever essas histórias. Segundo a autora, foi o que motivou a escrita deste texto, seria responder as perguntas de conclusão “Que outras histórias diferentes sobre a aprendizagem de línguas podemos contar? Por que não temos narrativas de aprendizes bem-sucedidos, narrativas de professores que fazem a diferença, de alunos que aprenderam inglês em Escola Pública?, e finalmente, de Escolas Públicas que fazem a diferença?” (BARCELOS, 2011). Continuar lendo

Habilidade Linguística em Língua Inglesa dos Graduandos Brasileiros é Baixa


Zé Carioca

Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior os graduandos em Instituições federais consideram-se bons em Língua Inglesa. “A média nacional de bom Inglês entre universitários é de 38,31%. Das 56 universidades a que apresentou o menor índice de domínio do idioma foi a federal do Acre (Ufac), onde apenas 8,42% dos graduandos se consideram em um nível adequado de Inglês. Os números também são muito baixos na federal do Recôncavo da Bahia (8,54%), da Fronteira Sul (9,40%), do Amapá (9,97%) e na federal de Rondônia (14,77%).” (Estadão). Continuar lendo

Children’s beliefs about the learning of English as a Foreign Language in Brazil


by Edilson Macedo Meneguel

According to Barcelos (2004), existing definitions are beliefs about the nature of language and the teaching and learning of languages ​​in addition to cultural and social nature. According to the researcher (2004, p.129), the concept of belief “is not specific to Applied Linguistics. It is an ancient concept in other disciplines such as anthropology, sociology, psychology and education, and especially of philosophy that is concerned with understanding the meaning of what is true or false. ” Moreover, beliefs can be understood as tools that help students interpret their experiences and it is not just a cognitive concept because they are born of our experiences, interaction with the context and the ability to reflect and think about the social context (BARCELOS , 2004). Beliefs in Applied Linguistics are about the process of learning a foreign language (Barcelos, 2004) in this case English Language.

For Rocha (2008), there is a growing interest in the teaching of Foreign Languages ​​for Children that started in Europe in the 60 years since then has been expanding around the world. Thus are a promising area for research in the classroom focused on teaching and learning. That interest, according to the author, may be due to the ease with which children learn if compared with adults. According to the researcher, understanding the ease with which the child can have in childhood is due to the Critical Period Theory that hipothesized that the learner has a greater chance of success in learning a foreign language (FL). In Brazil, Rocha (2008), questioned whether the teaching of foreign language for children because of inefficiency in public sector schools, the lack of curricular parameters for the age group of the first and second cycles of basic education and recognized lack of studies in the area.

This study presented here sought to fill the gap and understand the beliefs of the students in the fifth year in a second cycle of basic education of a private school about the skills they considered important for the acquisition of a foreign language in the final years of Basic Education. The study is also justified because “beliefs involves recognizing the classroom as a socio-historically situated in space, where external and internal forces are interrelated, each featuring the teaching-learning space as a unique context” (Scheifer, 2009 , p. 200).

Thus, we identified the beliefs of students in the fifth year in a private school about how to learn English in school from the sixth year of basic education. The check was made from the viewpoint of children: (a) what is learned in English classes in the sixth year onwards, (b) what is considered relevant to language learning, ans (c) how learners’ beliefs can influence the learning of those involved in the process of learning a language English.

According to Cristóvão and Gamero (2009), the provision of English to children in public and private schools have increased in recent years due to the contemporary needs for quality training, but rather by a citizen able to participate actively in society and reflective. According to the authors, children who have Internet access, computer, DVD, video game and have more opportunities to connect with the English Language, unlike those who do not have the same chance because of economic disparities. The teaching of English is replaced, not just as an important discipline for the human formation, but also as social inclusion.

Thus, there may be a gap in the training of teachers, because it requires a professional prepared to work with the children. According to Santos and Benedetti (2009), teachers for teaching English to children need the following to meet the new demand: to have content domain for this age group, linguistic and theoretical knowledge, methodology attractive for learning, love of teaching, willing to learn and be dynamic, enabling, make improvements and have theoretical knowledge about child development. Moreover, the study of students’ beliefs appears to broaden the theoretical basis needed for this new teacher-researcher as it contributes to the reflection of the pedagogical practice.

The students’ beliefs occur in a socio-historically constructed space and many are submerged to the routine of the classroom without the teacher noticing their presence in speeches or in the attitudes of their students. For this reason, understanding them is shown notoriety (Scheifer, 2009, p. 200). Once found the beliefs that may interfere with the process of learning the English language, the teacher may resort to a different stance on the reality that surrounds it (Barcelos, 2004).

To Barcelos (2004), investigating the beliefs of students should involve the experiences and actions, their interpretations of experiences in the learning process, the social context and how beliefs are used in the complex task of learning the English language. So, you go to understand the learners as being reflective of their beliefs and understanding may help in the process of learning a foreign language.

The drawings in the investigation of beliefs are considered valuable instruments for collecting data because it can show how the learner understands the learning in the early years of basic education along with other instruments such as interviews and questionnaires that can lead to a detailed overview of research findings the composition of the corpus analysis (Abraham, 2006).

According to Bedard (1998), the colors on a drawing by a child may show some of the psychological characteristics that mark the student’s personality as a subject and can influence their attitude towards learning the same way as beliefs.

The green color is related to nature as the tree that purifies the air. This color also reflects the curiosity, knowledge and well-being, a learner who demonstrates a preference for green is saying has a certain maturity, sensitive and intuitive, his imagination is matched by the initiative, hardly gets sick and know when they are lying to her or hiding important facts. But if it uses the color green so weak can feel superior to others.

The orange color expressed a need for social interaction. The child who uses this color is interested in news and the things that are done quickly, such as group activities where their leadership is prominent, knowing assert itself not only among peers but also outside their own group (Bedard, 1998).

The yellow is connected to the curiosity, knowledge and joy of living. When the child uses this color is probably showing his character outgoing, ambitious, generous and optimistic. The pink color shows the tenderness and softness desired by the child. The good thing is that this child is adaptable and easy to maintain good contact with it, this color also says that the learner is comfortable in the situation of children. However, if past liability of any kind, however small it is, you can find some resistance (Bedard, 1998).

Blue symbolizes peace, harmony and tranquility. But it can also refer to an introverted personality that likes to do everything by itself. The child who uses the black guy is saying he has confidence in itself, adapts easily to new situations but can also be connected to the unconscious child who prefers a sure thing in life, however, when used in excess can have a child that secrets not want to share with the people around you. The Negro can still mean the unconscious or even what is tangible, visible or palpable. A child who demonstrates a preference for black in his drawings reveals that likes to feel safe in the middle where it is located or the things she does.

The red color means that it is an energetic child, sports, also means the heat, blood and life. The overuse of white featuring a student who does not want him to impose restrictions as well. The traces, when a child complained of continuous gentle spirit. The gray color means that this child has a tendency to oscillate in different situations, showing insecurity and say yes in situations where you should not say, besides dwelling on past frustrations too (Bedard, 1998).

In regard to the position of drawing on paper part of the center of the sheet is the present moment, one might think he was painting the moment that took part in the research without worrying about the future or past. It is noteworthy that at the top of the sheet lies open to new knowledge, and there is a link with the divine knowledge (Bedard, 1998). The left side of the sheet is connected to the past where the learner can be illustrated lived situations, be they pleasant or not. The right side of the paper is related to the child’s future, what she would like to achieve in life. Have the child use most of the central part of the sheet, she is talking about the present. The top sheet is the knowledge that the child would like to achieve through new knowledge, since the bottom of the sheet are the physical needs and / or materials (Bedard, 1998).

Also according to the Canadian author, the child usually protrudes into the drawing. Thus the figure of the teacher can be understood as the child itself illustrated. The teacher was illustrated with eyes open and rounded, with the right arm slightly raised, while the other was parked horizontally. The rounded lines can say that the child has the curiosity to the surface or is afraid. A mouth was slightly accentuated by the color or size may mean that this child does not need to keep the “tongue in his pocket” (Bedard, 1998). If the ears are visible means that the learner has a good ear. The arm bent up to say that the child wants to be heard, may also be a reminder, but if they are open and flat means he/she needs social interaction.

When there are clouds, it is suggested regeneration, life, and complained that the child may be sensitive to the environment and that father is able to denote a good time and more difficult life. The dark clouds indicate that it is time to prepare for the flood, prepare for change. The rain purifies and fertilizes the earth and destroy and also can be devastating. However, in other cases the function of the rain is telling us that after the storm comes to harmony, tranquility. If the mountain is right, this indicates that the child longs for the future stability and this would be achieved from a great effort (Bedard, 1998).

The geometric shapes used were the rectangle, a half-moon to form the lid of the chest and a square. The square is related to the determination, loneliness and the power of decision. This form appears in most drawings of children who need to burn energy, needs to move more. One might think that this child may lack finesse in your movements and words and can become very rude. A child of strong character does not change his mind easily. The strong point is his competitive spirit and her weakness, lack of compassion (Bedard, 1998).

A house reveals whether a child is withdrawn or not, if large is not retracted. Shows that he/she is going through a more emotional than rational. A large door is a sign of welcome, for this child’s life is one big party and if the lock is the right of the door she wants to change and be stimulated and motivated, the news always attracts attention, has some difficulty in getting the “here and now ” (Bedard, 1998).

The moon is closely linked to femininity, to sweetness, adaptation and intuition. The child perceives the mother sweet and flexible to represent the left side of the paper. The star is impressive, it reveals a person who lives in the present and plan a bright future (Bedard, 1998).

A tree with a trunk show off the life energy of the child, the height and thickness concern about vulnerability to external things, many foliage indicate a child full of imagination, ideas and projects.

For the analysis of drawings we sought out psychological explanations about the possible interpretations to render the discussion as Applied Linguistics has a gap in the literature on the drawings produced by children in seeking to understand their beliefs.

We identified the beliefs of students about the process of learning English at a private school in elementary school. The number of participants was nine, and they were attending the fifth year of basic education. Data collection took place in the second quarter of 2010, through illustrations, on beliefs about learning in subsequent years of Basic Education (educational system in Brazil).

The beliefs of the parcipants are on the communicative use of language is expected to occur at school and / or outside. The contexts of interaction are the school and family environment.The classroom is seen as a space for interaction and knowledge construction mediated by the other. To be learning is necessary to practice what was taught in school. The subjects for such interaction need not be in the classroom, but may be as at home with friends or relatives.

Learning a foreign language seems important because of the universality achieved through the globalization of language in the commercial sense and culture. It can facilitate the realization of personal plans. English can be closely linked to the wishes of professional achievement of students. Thus, the belief suggested that the learning of English can offer training opportunities and achievement of personal plans.

The family and school context seems to influence the beliefs of learners as illustrated by the way the teacher drawing attention, the portfolios in their place, and the need to practice what you learned in school at home. Besides being present that English is universal in a speech to the participants. Learners expect to learn to speak the English language through interaction with other subjects in subsequent years of elementary school. They believe that can learn English playfully. This research does not exhaust the subject, the subjects were free and from a direction given by the researcher to participants produced their drawings. The question about the time that the participants are studying English was not answered.

Research on teaching and learning of English to children is an area that needs study. In Brazil, according to Rocha (2008), there are few initiatives concerned with this age group. The understanding of child development in learning English is essential to show the other age groups. This research can foster new ideas and therefore new studies on the mood of the learners and which may be inevitably involved in the learning process by influencing their beliefs about the learning of language.

The work of Canadian writer Bedard (1998) contributed greatly to the understanding during the data analysis consists of drawings made by participants in this study by considering the mood of the students, leading to a new question about the influence the psychological state of the apprentices has in the construction or change of beliefs (Barcelos, 2007).

Translation into Brazilian Portuguese

Segundo Barcelos (2004), as definições existentes sobre crenças são acerca da natureza da linguagem e do ensino-aprendizagem de línguas, além do aspecto cultural e da natureza social. De acordo com a pesquisadora (2004, p.129), o conceito de crenças “não é específico da Lingüística Aplicada. É um conceito antigo em outras disciplinas como antropologia, sociologia, psicologia e educação, e principalmente da filosofia, que se preocupa em compreender o significado do que é falso ou verdadeiro”. Além disso, as crenças podem ser compreendidas como ferramentas que ajudam os alunos a interpretar as suas experiências e não é apenas um conceito cognitivo, porque nascem de nossas experiências, da interação com o contexto e da capacidade de refletir e pensar no contexto social (BARCELOS, 2004). As crenças em Lingüística Aplicada são a respeito do processo de aprendizagem da Língua Estrangeira (BARCELOS, 2004).

De acordo com Rocha (2008), há um crescente interesse pelo ensino de Línguas Estrangeiras para Crianças (LEC) iniciado na Europa nos anos 60 que desde então vem se expandindo pelo mundo. Surgindo, assim, uma área promissora para pesquisas em sala de aula com foco no ensino-aprendizagem. Esse interesse, segundo a autora, pode ser devido à facilidade com que a criança aprende, em comparação com o adulto. Segundo a pesquisadora, o entendimento da facilidade que a criança pode ter na infância é devido à Teoria do Período Crítico que sugere que o aprendiz tem maiores chances de sucesso na aprendizagem da Língua Estrangeira (LE). No Brasil, de acordo com Rocha (2008), questiona-se o ensino de Língua Estrangeira para Crianças por causa da ineficiência nas escolas do setor público, a falta de parâmetros curriculares para a faixa etária do primeiro e segundo ciclos da Educação Básica e a reconhecida ausência de estudos na área.

Assim, este estudo aqui apresentado buscou preencher a lacuna e compreender as crenças dos alunos de um quinto ano no segundo ciclo do Ensino Fundamental de uma escola particular, sobre as habilidades por eles consideradas importantes para a aquisição de uma de Língua Estrangeira nos anos finais da Educação Básica. O estudo também se justifica porque “estudar crenças implica reconhecer a sala de aula como um espaço situado sócio-historicamente, onde forças externas e internas inter-relacionam-se, caracterizando cada espaço de ensino-aprendizagem como um contexto único” (SCHEIFER, 2009, p. 200).

Assim sendo, identificaram-se as crenças de alunos no quinto ano de uma escola particular acerca do como se aprende inglês na escola a partir do sexto ano da Educação Básica. A verificação se deu a partir do ponto de vista das crianças: (a) o que é que se aprende nas aulas de inglês do sexto ano em diante; (b) o que é considerado relevante para a aprendizagem da LE; (c) e como as crenças dos aprendizes podem influenciar a aprendizagem dos envolvidos no processo de aprendizagem de uma Língua Inglesa.

Segundo Cristóvão e Gamero (2009), a oferta de inglês para crianças na rede pública e privada de ensino vêm crescendo nos últimos anos devido às necessidades contemporâneas por formação de qualidade, mas antes, por um cidadão capaz de participar da sociedade de forma ativa e reflexiva. Segundo as autoras, as crianças que possuem acesso a internet, computador, DVD, videogame, têm mais oportunidades de contato com a Língua Inglesa, diferente daquelas que não têm a mesma chance por causa de disparidades econômicas. O ensino de Inglês passa a ter, não apenas importância como disciplina para a formação humana, mas também como inclusão social.

Assim sendo, pode haver uma lacuna na formação dos docentes, pois se necessita de um profissional preparado para atuar com o público infantil. Conforme Santos e Benedetti (2009), o docente para o ensino de inglês para crianças precisaria das seguintes características para atender a nova demanda: ter domínio do conteúdo para essa faixa etária, conhecimento lingüístico-teórico, metodologias atrativas para a aprendizagem, gostar de ensinar, ter vontade de aprender e ser dinâmico, habilitação, realizar aperfeiçoamento e ter conhecimento teórico sobre o desenvolvimento infantil. Além disso, o estudo das crenças dos alunos surge para ampliar o arcabouço teórico necessário a este novo docente-pesquisador uma vez que contribui para a reflexão da prática pedagógica do docente.

As crenças dos alunos ocorrem em um espaço construído sócio-historicamente e muitas estão submersas à rotina da sala de aula, sem que o professor perceba a presença delas nos discursos ou nas atitudes de seus alunos. Por esta razão, compreendê-las mostra-se notoriedade (SCHEIFER, 2009, p. 200). Uma vez observadas as crenças, que podem interferir no processo de aprendizagem da Língua Inglesa, o professor pode lançar mão de uma postura diferente diante a realidade que o circunda (BARCELOS, 2004).

Para Barcelos (2004), a investigação das crenças de alunos deveria envolver as experiências e ações; as suas interpretações das experiências vividas no processo de aprendizagem; o contexto social e como as crenças são usadas na tarefa complexa de aprender a Língua Inglesa. Portanto, passa-se a entender os aprendizes como seres reflexivos e a compreensão de suas crenças podem ajudar no processo de aprendizagem da língua estrangeira.

Os desenhos na investigação de crenças são considerados instrumentos valiosos para coleta de dados porque pode mostrar como o aprendiz compreende a aprendizagem nos anos iniciais da Educação Básica junto com outros instrumentos como a entrevista e os questionários que podem levar a uma visão detalhada dos achados de pesquisa na composição do corpus de análise (ABRAHÃO, 2006).

Segundo Bedard (1998), as cores em um desenho feito por uma criança podem mostrar algumas das características psicológicas do educando que marcam a sua personalidade como sujeito e podem influenciar a sua atitude diante a aprendizagem da mesma forma que as crenças.

A cor verde está relacionada à natureza como a árvore que purifica o ar. Essa cor reflete também a curiosidade, o conhecimento e o bem-estar, aprendiz que demonstra preferência pela cor verde está dizendo que tem certa maturidade, de natureza sensível e intuitiva, sua imaginação é compensada pela iniciativa, dificilmente fica doente e sabe quando estão mentindo para ela ou escondendo fatos importantes. Mas, se usa a cor verde de forma débil pode se sentir superior aos demais.

A cor laranja expressa uma necessidade de interação social. A criança que usa esta cor interessa-se por novidades e pelas coisas que são realizadas rapidamente, como as atividades em grupo onde seu espírito de liderança se sobressai, sabendo se afirmar não somente entre os colegas, mas também fora do próprio grupo (BEDARD, 1998).

A cor amarela está ligada à curiosidade, conhecimento e alegria de viver. Quando a criança se utiliza desta cor está possivelmente manifestando seu caráter extrovertido, ambicioso, generoso e otimista. A cor rosa manifesta a ternura e suavidade desejada pela criança. O aspecto positivo é que esta criança é adaptável e, é fácil de manter um bom contato com ela, esta cor também diz que o aprendiz está confortável na situação de criança. Porém, se for passado qualquer tipo de responsabilidade, por mínima que seja, pode-se encontrar certa resistência (BEDARD, 1998).

O azul simboliza a paz, harmonia e tranqüilidade. Mas também pode referir-se a uma personalidade introvertida que gosta de fazer tudo por si mesma. A criança que utiliza o negro está dizendo que tem confiança em si mesma, se adapta facilmente às novas situações como também pode estar ligado ao inconsciente da criança que prefere algo seguro na vida, porém, quando é usada em excesso a criança pode ter segredos que não quer compartilhar com as pessoas a sua volta. O negro ainda pode significar o inconsciente ou ainda aquilo que é tangível, visível ou palpável. A criança que demonstra preferência pela cor negra nos seus desenhos revela que gosta de se sentir segura no meio onde está inserida ou nas coisas que realiza.

A cor vermelha quer dizer que se trata de uma criança enérgica, desportiva; significa também o ardor, o sangue e a vida. O uso excessivo do branco caracteriza um aprendiz que não deseja que lhe imponham restrições também. Os traços, quando são contínuos denunciam uma criança de espírito dócil. A cor cinza significa que esta criança tem uma tendência a oscilar em diferentes situações, mostrando insegurança e dizendo sim em situações em que deveria dizer não, além de remoer excessivamente frustrações passadas (BEDARD, 1998).

Em se tratando da posição do desenho no papel, a parte do centro da folha é o momento atual, pode-se pensar que estava pintando o momento em que participava da pesquisa, sem se importar com o futuro ou passado. Ressalta-se que na parte superior da folha localiza-se a abertura para novos conhecimentos, além de haver uma ligação com o conhecimento divino (BEDARD, 1998). O lado esquerdo da folha está ligado ao passado do aprendiz onde podem ser ilustradas situações vividas, sejam elas agradáveis ou não. O lado direito do papel está relacionado ao futuro da criança, daquilo que ela gostaria de alcançar na vida. Já se a criança utiliza mais da parte central da folha, ela está falando sobre o presente. A parte superior da folha é o conhecimento que a criança gostaria de alcançar através de novos conhecimentos, já a parte inferior da folha estão às necessidades físicas e/ou materiais (BEDARD, 1998).

Ainda segundo a autora canadense, a criança geralmente se projeta para o desenho. Assim, a figura do professor pode ser entendida como a própria criança que o ilustrou. O professor é ilustrado com olhos abertos e arredondados, com o braço direito ligeiramente levantado, enquanto o outro fica estacionado na horizontal. Os traços arredondados podem dizer que a criança tem a curiosidade à flor da pele ou está com medo. Uma boca ligeiramente acentuada seja pela cor ou pelo tamanho pode significar que esta criança não precisa guardar a “língua no bolso” (BEDARD, 1998). Se as orelhas forem visíveis significa que o aprendiz tem bom ouvido. O braço curvado para cima quer dizer que a criança quer ser ouvida, pode ser também uma chamada de atenção, mas se estiverem abertos e na horizontal significa que precisa de interação social.

Quando há nuvens, sugere-se regeneração, vida e, denuncia que a criança pode ser sensível ao ambiente paterno e que é capaz de denotar momentos agradáveis e outros mais difíceis na vida. As nuvens negras indicam que está na hora de preparar-se para o aguaceiro, preparar-se para a mudança. A chuva purifica e fecunda a terra e também pode destruir e ser devastadora. No entanto, em outros casos a função da chuva é nos dizer que depois da tempestade vem a harmonia, a tranqüilidade. Se a montanha está à direita, isto indica que a criança almeja no futuro, uma estabilidade e isso será conseguido a partir de um grande esforço (BEDARD, 1998).

As formas geométricas usadas são o retângulo, uma semi-lua para formar a tampa do baú e um quadrado. O quadrado está relacionado à determinação, solidão e ao poder de decisão. Esta forma aparece mais em desenhos de crianças que precisam queimar energia, precisa movimentar-se mais. Pode-se pensar que esta criança pode carecer de delicadeza nos seus movimentos e nas palavras e pode tornar-se demasiadamente rude. Uma criança de caráter forte que não muda o que pensa facilmente. O ponto forte é o seu espírito de competição e a sua fraqueza, falta de compaixão (BEDARD, 1998).

Uma casa revela se é uma criança retraída ou não, se for grande não é retraída. Mostra que está passando por uma fase mais emotiva do que racional. Uma porta grande é sinal de boas vindas, para esta criança a vida é uma grande festa e se a fechadura encontra-se a direita da porta ela quer mudar e ser estimulada e motivada, as novidades sempre chama a atenção, tem certa dificuldade para ficar no “aqui e agora” (BEDARD, 1998).

A lua está intimamente ligada à feminilidade, à doçura, à adaptação e à intuição. A criança que percebe a mãe doce e flexível a representará do lado esquerdo do papel. A estrela impressiona, revela uma pessoa que vive no presente e que planeja um futuro brilhante (BEDARD, 1998).

A árvore com um tronco largo revela a energia vital da criança, a altura e espessura dizem respeito à vulnerabilidade sobre as coisas externas, muitas folhagens indicam uma criança cheia de imaginação, ideias e projetos.

Para a análise dos desenhos buscou-se na psicologia explicações a respeito das interpretações possíveis para compor a discussão visto que a Lingüística Aplicada tem uma lacuna na literatura sobre os desenhos produzidos por crianças na busca do entendimento de suas crenças.

Foram identificadas as crenças de alunos acerca do processo de aprendizagem de inglês em uma escola particular de Ensino Fundamental. O número de participantes foi nove, e eles estavam cursando o quinto ano da Educação Básica. A coleta dos dados aconteceu no segundo bimestre de 2010, por meio de ilustrações, sobre as crenças em relação à aprendizagem nos anos seguintes da Educação Básica.

As crenças dos informantes são sobre o uso comunicativo da língua sendo esperado que ocorra na escola e/ou fora dela. Os contextos de interação são a escola e no ambiente familiar. A sala de aula é compreendida como espaço de interação e construção de conhecimento mediado pelo o outro. Para haver aprendizado é necessário praticar aquilo que foi ensinado na escola. Os sujeitos para tal interação não precisam estar na sala de aula, mas podem estar em casa como com os amigos ou familiares.

A aprendizagem de uma Língua Estrangeira parece importante por causa da universalização alcançada por meio da globalização da língua no sentido comercial e/ou cultural. Ela pode favorecer a realização de projetos pessoais. Ela pode estar intimamente ligada aos desejos de realização profissional dos educandos. Assim, a crença sugerida é de que o aprendizagem de inglês pode oferecer oportunidades de formação e realização de projetos pessoais.

O contexto familiar e escolar parece ter influência nas crenças dos aprendizes pela maneira como ilustraram o professor chamando a atenção, as carteiras em seus lugares, e a necessidade de praticar o que aprendeu na escola em casa. Além de estar presente que a Língua Inglesa será universal no discurso de um dos participantes. Os aprendizes esperam aprender a falar a Língua Inglesa através da interação com outros sujeitos nos anos seguintes do Ensino Fundamental. A crença é de que possam aprender Inglês ludicamente. Esta pesquisa não esgota o assunto, os temas eram livres e a partir de uma orientação dada pelo pesquisador os participantes produziram seus desenhos. A questão referente ao tempo que os participantes estão estudando Inglês ficou sem resposta.

Pesquisas sobre o ensino-aprendizagem de inglês para crianças é uma área que carece estudos. No Brasil, segundo Rocha (2008), há poucas iniciativas preocupadas com essa faixa etária. O entendimento do desenvolvimento da criança no aprendizado de inglês mostra-se essencial para as outras faixas etárias. Esta pesquisa pode fomentar novas reflexões e conseqüentemente novos estudos acerca do estado anímico dos aprendizes e que podem estar inevitavelmente envolvidos no processo de aprendizagem, influenciando suas crenças frente ao aprendizado da língua.

A obra da escritora canadense Bedard (1998) contribuiu consideravelmente para a compreensão durante a análise dos dados composto por desenhos feitos pelos participantes deste estudo por considerar o estado anímico dos educandos, levando a um novo questionamento sobre a influência que o estado psicológico dos aprendizes tem no processo de construção ou mudança de crenças (BARCELOS, 2007).

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Agradeço a Profª Ms. Raquel Cristina Mendes de Carvalho.

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