Candói decepciona no IDEB 2012


Os novos resultados do IDEB, índice que mede a qualidade do ensino público brasileiro, aponta uma melhora significativa na qualidade do ensino nos anos iniciais da Educação Brasileira de primeiro ano a quinto ano. No entanto, uma redução da qualidade nos anos finais do ensino fundamental no Brasil.

Entretanto, nos anos iniciais do Ensino Fundamental de primeiro a quinto ano, Candói foi na contramão da média nacional que tinha em 2005 3,7; em 2007 4,2; em 2009 4,7; conseguiu ficar pior em 2011 com apenas 4,3 (a meta era de 4.5) .  As  escolas estaduais também ficaram na mesma média obtida em 2009 ou baixaram a nota em 2011.

Há duas formas razoáveis de melhorarmos o desempenho das escolas públicas brasileiras no ideb. A primeira, não se colocasse mais dirigentes políticos no Ministério da Educação. Ele deveria ser como o IBGE, com profissionais de carreira e respeitado pelos professores, pesquisadores e sociedade civil – o que não é o caso do MEC. A segunda, seria deixar de investir em universidades federais e estaduais, revertendo toda essa verba pública para construir escolas e preparar professores.

As universidades federais e estaduais sobreviveriam de doações, mensalidades, patentes e pesquisas. Os menos favorecidos economicamente poderiam concorrer a vagas nessas instituições desde que também tivessem atividades extracurriculares frequentadas desde os anos finais do Ensino Fundamental como Olimpíadas da Matemática e Língua Portuguesa para receber descontos nas mensalidades.

Eu sei. Sou sonhador demais e ninguém no Brasil, nem mesmo a presidenta Dilma tem coragem de revolucionar o educação brasileira. É melhor continuarmos a formação medíocre que temos oferecido as crianças e adolescentes porque educação não dá voto a ninguém. Além disso, estamos na Era da Mediocridade. Medíocre ensina medíocre. Viva! Somos medíocres.

No município? Pergunte ao seu candidato a prefeito ou vereador.

Documentário OCDE – Crescimento do Brasil no PISA


65 países foram avaliados, nós ficamos na 53º posição. O que devemos prestar atenção é que a universalização do acesso a Educação garantida na constituição trouxe a tona várias problemáticas sociais que o governo federal passou a entender como responsabilidade quase exclusiva das Escolas. Os problemas sociais são de responsabilidade da sociedade e governo. Continuar lendo

A Querida Presidenta Dilma


Nesta semana assistimos ou lemos nos jornais e revistas on-line a demonstração clara que a presidenta Dilma não é capaz de gerir crises. O código florestal, o novo escândalo envolvendo o ministro Palocci e agora o Kit contra a homofobia. O governo também demonstrou que é intolerante e mancharam a reputação do ministro da educação. O tema deve ser discutido amplamente pela sociedade brasileira. A razão para discussões tão tolas no congresso deve ser para esconder a aprovação de mais 5 novos estados. Esses estados naturalmente serão mantidos pelos contribuintes do Brasil inteiro, mas principalmente pelos estados do Sul e Sudeste.

Querida presidenta, espero que nunca aconteça com um dos seus netos qualquer tipo de discriminação ou atentado violento a vida e a dignidade como a senhora fez esta semana em atender a pressões de uma grupo minoritário da sociedade.  Esquecendo-se do outro grupo que sofre mais com o conservadorismo doentil da nossa sociedade “considerada” democrática. O que a senhora fez foi usar o poder que tinha nas mãos para mostrar a que veio, impor a vontade alheia sem ouvir os pais, as rodas de amigos e o mais importante – os estudantes.

Aliás, os estudantes do Brasil inteiro entre 15 e 17 anos foram considerados incapazes de reagir criticamente ao tema. Eles foram julgados como “Maria vai com as outras”. Gostaria de mencionar que não há lei alguma que impessa a uma escola ou professor a abordar o tema.

Querida Dilma, se a senhora realmente entendesse algo mais além de economia doméstica teria a noção que os professores não são irresponsáveis em sala de aula. Os professores não impõe condições de vida a seus alunos. Às vezes, os professores não conseguem convencer nem mesmo que o estudo é importante para a formação do sujeito para ser cidadão crítico, consciente de seu próprio tempo. As escolas são os espaços onde a diversidade se faz presente, onde o sujeito constrói a sua própria identidade.

As famílias brasileiras, se estão preocupadas, revelam a falta de confiança em seus próprios filhos. Ninguém troca de hetero para homossexual como se fosse roupa usada e suja.