Educação paranaense virou laboratório de testes para aloprados governistas


Há quem acredite que Educação não é política e economia, tentamos constantemente distanciar a suposta Educação dos movimentos econômicos. Isto é, Educação não é para formar trabalhadores-escravos dos sistema financeiro predador que impera no mundo atualmente, ela seria para formar um cidadão ativo, participativo, colaborador, solidário e cheio de competências. Bem, esta lorota contada por formadores de professores todos conhecem. Prefiro sugerir o seguinte: vamos nos preocupar somente com a alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental, vamos ensinar nossas crianças primeiro a ler e escrever o nosso Português Brasileiro, depois ensinamos a Matemática.

Definitivamente precisamos parar com essa hipocrisia sinistra que domina as discussões acerca da nova Matriz Curricular do Estado do Paraná para a Educação desfeita novamente no Ensino Médio.

Por que há a proposta de redução de disciplinas? Muito elementar, há a possibilidade de se economizar no investimento por aluno. Mentira, não haverá economia porque não necessitaremos de tantos professores de Línguas Estrangeiras, mas vamos precisar de mais professores de Matemática e Português Brasileiro.

A discussão é desnecessária porque estamos atacando o problema pela direção errada. O melhor caminho é investir mais na formação do professores da Educação Básica e com a devida atenção às condições de trabalho dos professores dos anos iniciais. As  dificuldades devem ser superadas já nos anos iniciais, e não confundir letramento contínuo com alfabetização contínua. Alfabetização deve ocorrer até terceiro ano dos anos iniciais. Letramento é um processo contínuo, pela vida toda.

A Educação paranaense e do Brasil está cheia de modismos, de iniciativas desastradas que confundem Educação com laboratório de testes. Os professores são os agentes responsáveis em testar as idéias-negras dos aloprados em cobaias. Quem são as cobaias da Educação vergonhosa brasileira? Os nossos brasileirinhos e brasileirinhas.

No Paraná, adoramos modismos, especialmente os que têm tudo para dar errado. O Ensino Médio em módulos (ou blocos) é um excelente exemplo. Gastaram uma fortuna para mudar tudo. Agora vamos deixar a mudança inovadora à época para realizar mais um teste, vamos enfiar goela abaixo uma nova Matriz Curricular porque as únicas disciplinas capazes de formar um cidadão são as disciplinas de Português Brasileiro e Matemática.

Neste momento de discussões internas nas escolas sem as cobaias, nossos estudantes, o que está mais aflorado é o preconceituoso entre as disciplinas. O que muitos professores têm pautado é a importância da disciplina que ministra no Ensino Médio. Queridos, se as disciplinas fossem levadas a sério pelos estudantes, não precisaríamos discutir porcaria alguma. Seríamos um sucesso.

Um dos argumentos da Secretaria de Estado da Educação do Paraná tem sido a interdisciplinariedade no Ensino Médio para compensar a falta de disciplinas como Educação Física e Arte.

Permita-me desenhar: os professores de Matemática não sabem nem mesmo ler o nosso Português e terão que falar de Arte, seria isso? Claro, eu sei, alguém diria que na Arte também há matemática. Eu sei, quantos professores conservadores, ultrapassados, pregados aos  conceitos da Arca de Noé estão dispostos a aprender novas possibilidades interativas de Ensino?

O que tenho notado é o de sempre: professores de Matemática em sala, estudantes mudos, copiando o conteúdo do quadro.  Estamos na ditadura, melhor, não estamos na ditadura, mas temos professores que não se conformaram com o  Estado Democrático de Direito em que vivemos porque supostamente perderam a autoridade para as buscas do Google e não sabem mais como resolver este impasse. Ficar mudo e copiar são métodos eficientes dos anos 50.

Com muito carinho, aos meus queridos mestres de Matemática.

Maurício lidera nas intenções de voto, segundo pesquisa do próprio candidato


Acredito que quase todo mundo leu o resultado de uma pesquisa registrada e encomendada pelo candidato Maurício Mendes de Araújo (12) em que foram entrevistados 303 cidadãos e cidadãs.

Devemos considerar que o eleitorado pode mudar de candidato como muda de roupa todo dia. Se o eleitorado é consciente, sabe que seu voto é secreto. Portanto, não precisa falar a verdade. Pode falar para todos os candidatos que vota neles.

Algumas pessoas simplesmente tem medo de dizer o que pensam. Os mais idosos, ou aquelas pessoas que  viveram um pouco da ditadura tem medo de declarar o voto contrário a um fazendeiro.

Diga-se, Candói ainda tem vilas controladas por coronéis. Ou, as pessoas simplesmente acham que são controladas. Coisa muito estranha, mas onde as informações não chegam e o estado não se faz presente, as pessoas podem sim se sentir inseguras.

Voltando a pesquisa do candidato, pelo menos 28% das pessoas de um universo de 303 entrevistados se declararam indecisos. Isto é, Maurício Mendes de Araújo lidera possivelmente nos votos bem intencionados e conscientes. Às vezes, é necessário reconhecer que o voto dos amigos dos amigos e das pessoas que já mamaram em algum departamento da prefeitura não podem ser considerados como voto do eleitor comum. Assim sendo, parece que o número de entrevistados se reduz violentamente.

Candidatos a prefeito não joguem dinheiro no lixo com pesquisa. Qualquer um poderia ganhar esta eleição, se fosse uma eleição feita por homens com o mais exíguo brio, é claro.

Há fracotes desesperados aí fora que já perceberam que não vão ganhar esta eleição. Se for para melhor, que assim seja.

 

 

 

SANEPAR bandida


A melhor empresa de saneamento básico do Brasil joga o esgoto sem tratamento no Rio Iguaçu e ainda cobra pelo desserviço prestado aos paranaenses.

Paraná, a província dos sonhos de qualquer empresário. Paranaenses, vamos parar de pagar as nossas contas de água e esgoto como protesto?

Melhor, vamos coletivamente processar a empresa e o estado do Paraná pela negligência.

Brasil um país de todos os otários.

 

Ideb do Paraná cai e reflete descaso com a educação


O PSDB (45) do governador Beto Richa e Elias Farah Neto está fazendo todos os avanços da Educação caírem por Terra.


A qualidade do ensino básico no Paraná caiu no governo de Beto Richa, apontam os últimos números do IDEB- Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, divulgados na terça-feira (14) pelo Ministério da Educação. Na medição anterior, feita em 2009, quando Roberto Requião era governador, o Paraná ficou em primeiro lugar entre todos os estados brasileiros. Agora é o terceiro colocado. Dos 27 estados, nove apresentaram queda na qualidade do ensino. Acompanham o Paraná nesse declínio, entre outros, Acre, Maranhão, Pará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Continuar lendo

Candói decepciona no IDEB 2012


Os novos resultados do IDEB, índice que mede a qualidade do ensino público brasileiro, aponta uma melhora significativa na qualidade do ensino nos anos iniciais da Educação Brasileira de primeiro ano a quinto ano. No entanto, uma redução da qualidade nos anos finais do ensino fundamental no Brasil.

Entretanto, nos anos iniciais do Ensino Fundamental de primeiro a quinto ano, Candói foi na contramão da média nacional que tinha em 2005 3,7; em 2007 4,2; em 2009 4,7; conseguiu ficar pior em 2011 com apenas 4,3 (a meta era de 4.5) .  As  escolas estaduais também ficaram na mesma média obtida em 2009 ou baixaram a nota em 2011.

Há duas formas razoáveis de melhorarmos o desempenho das escolas públicas brasileiras no ideb. A primeira, não se colocasse mais dirigentes políticos no Ministério da Educação. Ele deveria ser como o IBGE, com profissionais de carreira e respeitado pelos professores, pesquisadores e sociedade civil – o que não é o caso do MEC. A segunda, seria deixar de investir em universidades federais e estaduais, revertendo toda essa verba pública para construir escolas e preparar professores.

As universidades federais e estaduais sobreviveriam de doações, mensalidades, patentes e pesquisas. Os menos favorecidos economicamente poderiam concorrer a vagas nessas instituições desde que também tivessem atividades extracurriculares frequentadas desde os anos finais do Ensino Fundamental como Olimpíadas da Matemática e Língua Portuguesa para receber descontos nas mensalidades.

Eu sei. Sou sonhador demais e ninguém no Brasil, nem mesmo a presidenta Dilma tem coragem de revolucionar o educação brasileira. É melhor continuarmos a formação medíocre que temos oferecido as crianças e adolescentes porque educação não dá voto a ninguém. Além disso, estamos na Era da Mediocridade. Medíocre ensina medíocre. Viva! Somos medíocres.

No município? Pergunte ao seu candidato a prefeito ou vereador.

Candói sabe valorizar o esporte


Este slideshow necessita de JavaScript.

As imagens gritam praticamente sozinhas. As quadras de esportes das escolas públicas do campo estão abandonadas a muito tempo sem qualquer manutenção. Um dos problemas reside no entendimento de qual esfera de poder caberia a responsabilidade pelas obras de manutenção do que é público, de todos.

Nos últimos anos várias escolas foram construídas por iniciativa municipal e estadual. Escolas onde o prédio é usado pelos alunos da rede estadual e municipal. O município comprou ou cedeu o terreno e o estado construiu o prédio. Uma das exigências era que o prédio ao longo do tempo passasse a ser totalmente do governo do estado. O que nunca efetivamente ocorreu.

As verbas recebidas nas contas das escolas geralmente servem para comprar material de limpeza, fazer pequenos reparos elétricos, fechaduras e etc. Mas quando a obra precisa ser mais ampla cabe ao estado ou município realizá-la. A prefeitura tem condições técnicas melhores para realizar convênio com o governo do estado para reformar as quadras.

Os estudantes beneficiados seriam os filhos de produtores de alimentos da agricultura familiar do município de Candói.

Por que a quadra de esportes na cidade é melhor do que no campo? Simples. Na cidade todo mundo vê, no campo fica escondida. Claro, educação não garante votos.

Que tal construir uma prefeitura nova?

Trevo de acesso à Lagoa Seca pode pôr a vida dos pedestres em risco de morte


 

Os cidadãos e cidadãs da Lagoa Seca não são santos. Então, me parece que não precisam de promessas idealistas. São trabalhadoras e trabalhadores que merecem também atenção da inação pública para a promoção da dignidade da pessoa humana por meio de ações que promovam o bem-estar social.  A liberdade de escolha pode contribuir para deixar o atraso e abandono para trás.  Que história estamos construindo? O que vamos deixar para os que restarem em Candói? Será que este município tem vida longa?